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Kia Sportage (3° geração) tem mecânica do Hyundai iX35 e parte dos R$ 54.000

Bonito, confortável e bom de volante, ele consolidou a presença coreana no mercado brasileiro de SUVs

Por Henrique Rodriguez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 fev 2026, 09h30
Versão EX é reconhecida pelo friso cromado nas laterais, rente às janelas
Versão EX é reconhecida pelo friso cromado nas laterais, rente às janelas (Marcos Camargo/Quatro Rodas)
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Apesar de ser um dos pilares do sucesso da Kia no Brasil, o Kia Sportage passou muitos anos à sombra dos modelos da Hyundai. A situação mudou na linha 2011, quando a terceira geração ganhou personalidade com o estilo criado por Peter Schreyer, ex-chefe de design da Audi.Usando a plataforma do ix35, o SUV coreano chegou com preço menor que o do rival. O modelo atraiu consumidores pelo espaço interno, porta-malas de 740 litros, comportamento dinâmico e pacote de equipamentos de série no mercado de usados.

As versões LX e EX têm airbag duplo e freios ABS com EBD, mas apenas a segunda traz controle de estabilidade (ESP). Quem prioriza segurança neste utilitário esportivo deve buscar o pacote opcional com airbags laterais e de cortina, identificado visualmente pelo teto solar duplo panorâmico. Há também um pacote que oferece tração 4×4 e controle eletrônico para declives.

Sportage usa a mesma mecânica do Hyundai ix35
Sportage usa a mesma mecânica do Hyundai ix35 (Marcos Camargo/Quatro Rodas)

Toda versão EX do Sportage usado conta com frisos cromados, antena no teto, bancos em couro com ajuste elétrico para o motorista, rodas aro 18, retrovisores rebatíveis, chave presencial com partida por botão e piloto automático.

A versão de entrada LX dispõe de rádio CD/MP3/USB com comandos no volante, computador de bordo, faróis de neblina, rodas aro 16, acendimento automático dos faróis e sensor de ré. O câmbio é manual de cinco marchas, com opção pelo automático de seis velocidades, que é item de série na EX.

Ar digital bizona e volante multifuncional - mas sem regulagem de profunididade
Ar digital bizona e volante multifuncional – mas sem regulagem de profundidade (Marcos Camargo/Quatro Rodas)
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O motor inicial é o Theta 2.0 com admissão variável, capaz de gerar 166 cv. O propulsor deu lugar na linha 2012 ao Nu Flex, com variação nos dois comandos de válvulas e 178/169 cv, tornando-se o primeiro motor flexível do segmento.

Em teste publicado por QUATRO RODAS em março de 2012, o Kia Sportage 2.0 Flex abastecido com etanol acelerou de 0 a 100 km/h em 12,1 segundos. O consumo registrado foi de 7,4 km/l em ciclo urbano e 9,5 km/l em ciclo rodoviário.

A linha 2012 introduziu rodas aro 18 e direção com assistência elétrica em todas as versões. A EX recebeu luzes diurnas de leds e a LX passou a contar com câmbio manual de seis marchas. Em 2013, a versão EX adotou central multimídia.

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O modelo 2014 recebeu leves alterações de estilo nos faróis de neblina, rodas, lanternas e grade dianteira. O interior incorporou saídas de ar-condicionado para o banco traseiro. A versão LX deixou de oferecer o câmbio manual e, na linha 2015, a EX perdeu a opção de tração 4×4.

A rede autorizada costuma ser criticada pela falta de peças a pronta entrega para o veículo usado, apesar de os preços serem competitivos frente ao mercado paralelo.

Bom espaço para as pernas no banco traseiro
Bom espaço para as pernas no banco traseiro (Marcos Camargo/Quatro Rodas)

Problemas e defeitos do Kia Sportage

Ar-condicionado – Tema da seção Autodefesa, o Kia Sportage sofre de um problema crônico no compressor. Cheque se o sistema de climatização opera corretamente no momento de avaliar a compra.

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Rodas e pneus – O uso de rodas aro 18 com pneus 235/55 sacrifica parte do conforto e torna o conjunto vulnerável a danos em vias mal pavimentadas. Verifique a presença de bolhas nos pneus ou o desgaste irregular da banda de rodagem do SUV.

Suspensão – As rodas maiores também aceleram o desgaste de componentes como batentes, buchas e bieletas. É recomendável uma análise técnica minuciosa para detectar problemas severos, como o vazamento de fluido nos amortecedores.

Teto solar – É necessário conferir se o equipamento abre e fecha de forma suave, sem emitir ruídos. Trancos e estalos indicam lubrificação incorreta ou acúmulo de sujeira nos trilhos. Sinais de oxidação costumam ser causados por infiltração de água.

Recall – Em unidades fabricadas em 2010 e 2011 (chassis 042880 a 144957), a alavanca do câmbio automático pode apresentar travamento ou o piloto automático pode se manter acionado indevidamente.

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Teto solar duplo é atrelhado ao pacote com airbags laterais e de cortina
Teto solar duplo era atrelado ao pacote com airbags laterais e de cortina (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A voz do dono

  • Nome: Paola Arruda
  • Idade: 35 anos
  • Profissão: empresária
  • Cidade: Guarulhos (SP)

O que eu adoro – “Destaco o conforto e o espaço interno. A dirigibilidade agrada, com comandos leves e agilidade no trânsito urbano. O consumo atende à proposta do veículo.”

O que eu odeio – “O compressor do ar-condicionado parou de funcionar e foi substituído, mas segue sem operar corretamente. O estepe é vulnerável a furtos e os custos de manutenção são altos.”

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Preço médio dos Kia Sportage usados (FIPE)

Modelo 2011 2012 2013 2014 2015 2016
LX Manual R$ 54.018 R$ 56.905 R$ 64.994 R$ 71.937
LX Automática R$ 56.813 R$ 61.255 R$ 66.912 R$ 72.079 R$ 74.879 R$ 81.149
EX R$ 60.613 R$ 64.641 R$ 72.274 R$ 80.254 R$ 83.244 R$ 88.202
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Carro SUV preto em estrada sinuosa com montanhas e vegetação ao fundo, sob céu alaranjado de pôr do sol. No canto superior direito, uma capa de revista com o título Carro SUV cinza escuro em estrada, com montanhas e vegetação ao fundo. No canto superior direito, logo da Quatro Rodas e outros carros.
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