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Stellantis promete acelerar eletrificação no Brasil para enfrentar chineses

Novo presidente da fabricante no país afirma que planeja lançar versões híbridas em todas as marcas do grupo de forma “quase imediata”

Por Nicolas Tavares 4 nov 2025, 11h37
Jeep Avenger
Jeep Avenger (Divulgação/Jeep)
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A estratégia de todas as marcas chinesas de apostar em carros elétricos e híbridos mexeu com o mercado brasileiro e as demais fabricantes precisam se mexer. A Stellantis admite isso e diz que vai acelerar seus planos de eletrificação na América do Sul.

Em sua primeira entrevista no cargo, o novo presidente da Stellantis para a região, Herlander Zola, confirmou que o processo de eletrificação, iniciado no ano passado com Fiat Pulse e Fastback, será intensificado a partir de 2026.

Peugeot 208 GT Hybrid

A ofensiva responde diretamente à rápida adoção de modelos híbridos no mercado brasileiro, que avançou em ritmo superior ao que a própria empresa esperava. “Vamos ter soluções de hibridização em todas as vertentes e em todas as nossas fábricas”, garantiu Zola.

“Precisamos e vamos agir com urgência”, continuou o executvo ao falar sobre o tema, destacando que o plano é a eletrificação “quase imediata” de todas as marcas da empresa.

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Até o momento, apenas Fiat, Peugeot e Jeep oferecem carros híbridos no país, sendo que os dois primeiros utilizam a tecnologia híbrida leve produzida em Betim (MG). Já a Jeep importa os modelos Compass 4xe e Grand Cherokee 4xe, ambos com um baixo volume de vendas.

Jeep Compass 4XE 2022 Brasil
(Divulgação/Jeep)

A aceleração dos planos híbridos ocorre num momento em que a Jeep, principal marca de SUVs do grupo, sente a forte pressão da chegada de modelos eletrificados chineses. Zola reconheceu que a busca por híbridos no Brasil foi “maior do que a esperada”.

A visão do novo presidente é que os eletrificados (somando híbridos e elétricos) deverão superar os veículos a combustão nas vendas da Stellantis, e também no mercado total, em um cenário de cinco anos.

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O executivo ainda indicou que a Stellantis começará a investir em híbridos plenos e plug-in no país. A estratégia Bio-Hybrid já previa a introdução de diversos níveis de hibridização nos carros nacionais, porém a empresa vinha focando na oferta dos híbridos leves em veículos mais baratos.

Leapmotor C10

O primeiro passo dessa nova fase é a estreia da Leapmotor. A marca chinesa, parceira do grupo, desembarca no Brasil ainda esta semana.

Mais importante que a estreia, Zola admitiu que a produção local da Leapmotor está sendo avaliada seriamente. “Sabemos da importância da localização e vou me empenhar pessoalmente para termos produção da marca aqui. Não há uma decisão tomada, mas estamos estudando com intensidade”, afirmou o executivo.

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Jeep Avenger no Brasil
O Jeep Avenger será produzido em Porto Real (RJ) com a mesma plataforma que o Citroën C3 (Nicolas Tavares/Quatro Rodas)

Para 2026, a novidade será o inédito Jeep Avenger, um SUV de entrada posicionado abaixo do Renegade tanto em tamanho quanto preço. Já chegará com uma versão equipada com o motor 1.0 turbo e o sistema híbrido leve, com a diferença de usar a tecnologia de 48V, mais eficiente do que o sistema de 12V que está no Pulse, Fastback, 208 e 2008.

As novidades não se limitam à eletrificação. O presidente confirmou que um carro “totalmente novo” da Fiat será lançado já no próximo ano.

Além disso, a fábrica de Goiana (PE) — atual berço dos Jeep Compass, Commander, Renegade e da Ram Rampage — será atualizada para incorporar uma “nova marca” ao seu portfólio de produção, ainda mantida em sigilo. Como adiantado por QUATRO RODAS, tudo indica que será a Peugeot, com a produção do novo 3008, que compartilha a plataforma STLA Medium com a nova geração do Compass.

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Apesar da nova concorrência, Zola destacou a performance do grupo. Entre 2019 e 2024, a participação de mercado da Stellantis no Brasil saltou de 20,4% para 29,5%. No mesmo período, concorrentes tradicionais como a General Motors caíram (de 15,6% para 10,6%), enquanto as marcas chinesas cresceram de 0% para 10%.

“Se alguém ganha, alguém perde. Nós ganhamos, o que mostra que estamos no caminho certo”, pontuou Zola. A meta para a América do Sul este ano é superar a marca de 1 milhão de veículos vendidos.

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